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Como cada transportadora tem sua própria tabela e seus próprios métodos para compor os valores de frete para o transporte rodoviário, entender a composição desses preços nem sempre é uma tarefa das mais simples. Apesar das negociações de frete terem suas peculiaridades, existem generalidades e tarifas comuns ao mercado que estão presentes em quase todas as tabelas de frete.

Nesta matéria, vamos explicar mais sobre uma dessas taxas: a TRT (Taxa de Restrição ao Trânsito)


O que é TRT?

A Taxa de Restrição de Trânsito é uma tarifa cobrada no transporte de cargas quando há restrições sobre a circulação de veículo no município da entrega ou coleta.

A Taxa de Restrição ao Trânsito é cobrada para cobrir custos adicionais caso haja algum tipo de restrição para a circulação de veículos de transporte de cargas no município no qual a entrega será realizada.

A orientação da NTC & Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) é que essa taxa sempre seja inclusa no valor do frete nas regiões metropolitanas, pois, mesmo que o local da entrega não tenha restrições, é muito provável que no percurso o veículo passe por regiões com restrições de transito.

Geralmente é cobrado um percentual sobre o valor do frete original, que pode chegar até a 20% em alguns casos.

Por que a TRT é cobrada?

Essa taxa serve para compensar os custos que o transportador precisa arcar nos trajetos com restrição de trânsito. Por exemplo, muitas vezes, para desviar dessas áreas é necessário dar muitas voltas e o percurso será maior. Além disso, o caminhão gasto muito combustível quando fica parado no trânsito.

Segundo informações da NTC & Logística divulgadas no DCI (Diário Comércio Indústria & Serviços) em 2018, “pelo menos 491 cidades brasileiras contam ou são afetadas por restrições para a circulação de caminhões”.

A lista de municípios com restrições engloba 169 cidades da região Sudeste, das quais:

  • 86 municípios estão localizadas no estado de São Paulo;
  • 51 em Minas Gerais;
  • 46 no Paraná;
  • 44 no Rio Grande do Sul;
  • 23 no Rio de Janeiro.

Apesar dos obstáculos para os transportadores, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) explica que as restrições de trânsito contribuem com a redução de congestionamentos e do nível de poluição nos centros das cidades.

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